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Código de Barras, QR Code e Data Matrix na Logística

O código de barras gera uma combinação de 95 números que serão interpretados pelo equipamento como uma sequência específica.

Código de barras é uma representação gráfica de uma sequência numérica ou alfanumérica que dá acesso a um conjunto específico de informações. Uma tecnologia que começou a ser desenvolvida em 1948, por dois estudantes norte-americanos, Joseph Woodland e Bernard Silver. A patente saiu quatro anos mais tarde, em 1952. Mas foi apenas em 1974 que a primeira compra com o código de barras foi realizada. O fato ocorreu na cidade de Troy, Ohio, nos Estados Unidos. No Brasil essa tecnologia chegou em 1984.

O código de barras se baseia no mesmo princípio da computação em geral: o código binário. As listras brancas representam o zero e as pretas o um. O leitor ótico a laser emite um raio de luz que ao bater na etiqueta impressa reflete a luz branca indicando o que é zero. A ausência desse mesmo reflexo indica o um. Esse bloco gera uma combinação de 95 números que serão interpretados pelo equipamento como uma sequência específica. Esse é o mecanismo de funcionamento dos códigos unidimensionais. Já os bidimensionais, como o código de resposta rápida ou Quick Response (QR Code), necessitam de câmeras de captação de imagem e softwares específicos para esse fim, caso contrário, não será possível fazer a leitura do código gráfico formado por pontos brancos e pretos.

Aliás, hoje existem diversos tipos de código de barras. Leia na sequência quais são, de acordo com o blog tracktracerx.com e os sites IBDIGS1BR e Power Coding . Vamos começar pelos unidimensionais, usados principalmente em operações de vendas e para manter as informações de um depósito ou armazém:

  • UPC – Os códigos de barras UPC (Universal Product Code, ou código de produto universal em português) é um dos mais utilizados no mundo, principalmente nos Estados Unidos. É impresso nas embalagens dos produtos auxiliando na identificação de informações como marca, tamanho, cor e valor. Por isso são muito utilizados no varejo, como nos supermercados e nas lojas de roupas. Seu padrão é facilmente identificado por equipamentos de leitura baseados no uso de laser, os leitores de código de barras que ficam junto aos caixas na maioria das lojas – aqueles que emitem uma luz vermelha. Existem duas variações principais. O UPC-A é capaz de codificar doze dígitos numéricos e o UPC-E opera com base em seis dígitos;
  • EAN – Junto com o UPC, o código de barras EAN (European Article Numbering, ou Numeração de Artigo Europeu) também é utilizado para etiquetar ativos e bens de consumo para a leitura em pontos de venda. Sua estrutura é um pouco maior do que o UPC, mantendo a característica de ser lido facilmente por leitores de códigos de barras com laser. Apesar da origem europeia, esse código está presente em todo o mundo, sendo o modelo adotado no Brasil. Ele opera com 13 dígitos e também tem suas variações, que são o EAN-13, EAN-8, JAN-13, ISBN e o ISSN;
  • CÓDIGO 128 – O código GS1-128 é o padrão ideal para a logística, muito eficiente na identificação de contêineres e itens enviados ou embalados, contemplando o número de série, a data de validade, as medidas do item e o número do lote de produção. É bastante usado no transporte de produtos de saúde e oferece um rastreamento mais completo. Por meio do código 128 é possível encontrar onde a mercadoria está na cadeia logística e elevar a visibilidade de todo o processo;
  • CÓDIGO IFT-14 – O IFT-14  tem 14 dígitos e funciona bem na gestão logística. É propício para etiquetar diferentes materiais na indústria de embalagens e facilita o acompanhamento de pacotes. Esses tipos de códigos são impressos diretamente em embalagens externas de papelão, por exemplo, e podem identificar a origem do item, o fabricante, o lote e outros dados. Garantem a rastreabilidade eficiente e segura do produto, beneficiando a identificação e levando mais dados para o receptor das encomendas;
  • GS1 DATABAR – Os códigos de barras GS1 DataBar estão presentes no varejo e na saúde identificando cupons, itens em geral e produtos perecíveis. Mais eficientes em ambientes de interação com o consumidor, como self-checkout e atendimento ao paciente, os DataBar tem uma grande capacidade de armazenamento de dados – podendo identificar informações como o lote e a validade. Também são comuns em componentes eletrônicos, cosméticos, ferramentas, joias e bijuterias. São mais flexíveis que outros códigos (EAN e UPC), o que garante o bom desempenho em operações que demandam a rastreabilidade e controle de validade. Algumas de suas variações são o GS1 DataBar Omnidirecional, Truncado, Empilhado, Omnidirecional Empilhado, Expandido e Empilhado Expandido;
  • CÓDIGO 25 INTERCALADO – O código 25 intercalado pode ser utilizado para o manuseio e o transporte de itens do tipo fichas, inventários, passagens aéreas e envelopes. No processo logístico é usado especialmente para equipamentos despachados, bagagens e cargas. Outra possibilidade é usá-lo em relógios de ponto, boletos de pagamento, entre outras possibilidades que não se ligam a um ponto de venda ou à logística.

Já os códigos bidimensionais são capazes de armazenar mais dados por unidade de área. Eles passaram a ser empregados há pouco tempo. Foram desenvolvidos com tecnologia que os protege contra erros, ganhando a confiança do mercado. São basicamente dois tipos:

  • QR CODE – O Quick Response Code, ou código de resposta rápida, não é lido por equipamentos a laser mas por câmeras de captação, que executam a decodificação da imagem formada por manchas pretas e brancas, graças a um software específico para esse fim. Ele registra dados baseados em textos. É muito comum no varejo e na indústria do entretenimento. Possui alta tolerância a falhas e pode ser lido com agilidade surpreendente. Suporta diferentes modos de dados: numérico, alfanumérico, byte/binário e Kanji. Códigos de resposta rápida são de uso gratuito. O foco deste padrão é na Embalagem Estendida do produto, ou seja, por meio de uma URL informada, mostra informações que não estão visíveis na mercadoria, propiciando aos consumidores acesso às informações adicionais ou aos serviços referentes aos produtos, permitindo redirecionamento para conteúdo do website do item ou empresa. Desde sua introdução, o Código QR ganhou ampla aceitação em vários setores tais como fabricação, armazenagem, logística, varejo, transporte e, mais recentemente, nos aplicativos para telefones celulares. A Embalagem Estendida, por exemplo, é uma abordagem que propicia aos consumidores acesso às informações que não estão visíveis no produto, redirecionando o cliente para um ambiente virtual específico. A tecnologia Mobile e aplicativos existentes leem informações baseadas em “textos” e URL, ou seja, se houver a criação e utilização de um QR Code, onde nele haja informações do GTIN, ele lerá todas, no entanto em formato de “texto”. Suas aplicações em Logística são várias, podendo ajudar as empresas em transações bancárias, controle de estoque, etiquetagem de produtos, transmissão de informações, marketing e vendas, além de melhorar a relação com o cliente.
  • DATAMATRIX – O código Datamatrix foi criado no Japão em 1994 pela Denso-Wave (que também desenvolveu o QR CODE), uma empresa do Grupo Toyota, para uso na indústria automobilística, como uma maneira rápida de catalogar os componentes dos automóveis. É um código bidimensional que armazena uma grande quantidade de dados. Eles podem armazenar mais de 7.000 caracteres numéricos, 2.900 de caracteres binários, 4.000 caracteres alfanuméricos e mais de 1.800 caracteres japoneses. Como ele é um código não linear (ou seja, tem um padrão de manchas similar ao QR CODE), a sua utilização não é comum em pontos de vendas (supermercados, farmácias, etc.), pois a sua decodificação é processada por câmeras digitais com a ajuda de um software de leitura. Pode ser gravado no produto para ser inviolável. É mais utilizado na área de saúde por aumentar a confiabilidade e a rastreabilidade das informações. Outra aplicação que vem crescendo também é a de dados variáveis no PDV e também na identificação de unidades logísticas. Como ele pode conter números seriais, lotes, e datas de vencimento estas informações acabam sendo codificadas em medicamentos. Além disso, devido ao seu tamanho compacto, um símbolo de Datamatrix pode se encaixar em quase todos os produtos para saúde, sem esquecer as aplicações logísticas e para o varejo. No passado, por exemplo, os instrumentos cirúrgicos individuais não podiam ser rotulados automaticamente. Nos dias de hoje, um Datamatrix pode ser marcado diretamente nestes instrumentos, simplificando, assim, seu rastreamento em hospitais. Além dos estabelecimentos de saúde, este código de barras pode ser usado em:
    • Seguradoras: Laudos técnicos, perícias, controle de documentos, registro de seguros, etc.
    • Bancos: Segurança anti-fraude para pagamentos, identificação de cheque, boletos bancários, etc.
    • Comércio: Controle de mercadoria, controle de estoque, identificação de produtos, etc.
    • e Indústrias: Acompanhamento de logística, emissão de notas fiscais, acompanhamento de processos, identificação de peças, rastreamento de produtos, etc.

Mas qual sistema adotar? Depende do seu negócio. É preciso levar em consideração alguns fatores. Qual o volume de informações você deve armazenar e transmitir, qual é o espaço disponível para a impressão dos códigos e quais equipamentos serão usados nas operações de leitura.

Sim. Além do sistema de código de barras, o empresário também deve adquirir os equipamentos que fazem a decodificação das etiquetas. Os leitores podem ser fixos ou de mão e a identificação pode ocorrer por infravermelho, laser ou imagem. Existe, portanto, um custo de instalação. Mas o código de barras oferece diversas vantagens. Veja algumas delas de acordo com o site gs1br.org :

  • Agilidade – O código de barras possibilita ao comerciante atender o cliente mais rapidamente e, ao mesmo tempo, controlar o estoque e registrar produtos com mais agilidade. 
  • Exatidão – Cada código de barras funciona como se fosse uma impressão digital. Ele possui uma sequência específica, capaz de identificar com precisão um produto. Por isso, não existem dois códigos de barras iguais, o que aumenta a exatidão e a segurança dos processos logísticos.
  • Facilidade – Não são necessários treinamentos ou capacitações para a implantação do código de barras em uma empresa. Basta adquirir o código e o leitor. O uso é bastante simples.
  • Segurança – Uma das falhas mais comuns no dia a dia das empresas que ainda utilizam processos manuais consiste na digitação errada por parte dos operadores. Como se trata de um processo informatizado, o código de barras diminui a ocorrência desse tipo de erros. 
  • Padronização – Todo produto deve ser padronizado, mas nem sempre essa é a realidade das empresas. Contudo, a implantação do código de barras permite melhorar esse fator, pois ele é um elemento sempre igual. 
  • Eficiência – A implantação da ferramenta é capaz de auxiliar diferentes departamentos, especialmente o estoque, graças a precisão dos dados fornecidos, diminuindo o retrabalho e o aumentando a eficiência operacional.
  • Menos custos – Isso ocorre porque há menos retrabalho, considerando que os dados são atualizados automaticamente e sem a necessidade de intervenção manual.
  • Satisfação de clientes e fornecedores – Até as relações entre as empresas e seus clientes e fornecedores podem ser melhoradas com a implantação do código de barras.

Para os fornecedores, é um bom negócio trabalhar com empresas que utilizam código de barras, uma vez que a negociação pode ser facilitada e há mais precisão nos pedidos realizados. Já para os clientes, a principal vantagem está na agilidade da compra.”

Por fim, como se faz para implantar o código de barras? Autônomos precisam de carteira de identidade ou CNH, CPF, comprovante de endereço e declaração do imposto de renda. Já empresas devem reunir a seguinte documentação:

  • cópia da última Alteração Contratual consolidada, com cláusula de gerência, determinando pessoas autorizadas a assinar pela mesma ou Requerimento de Empresário;
  • cópia do registro Y540 (último exercício) ECF, Balanço com DRE ou Extrato Simples Nacional;
  • cópia do cartão CNPJ;
  • para os casos de Sociedade Anônima, associações ou cooperativas, também precisam ser enviados o Estatuto e a Ata da última Assembleia, elegendo atual diretoria e determinando pessoas autorizadas a assinar por ela;
  • para os casos de Empresário Individual, deverá ser incluído o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual, o extrato do Simples Nacional (SIMEI), a cópia do RG e CPF ou CNH do titular e o comprovante de endereço.

Segundo o site da Associação Brasileira de Automação, “depois que todas as informações enviadas são analisadas, a GS1 envia o contrato de associação para que seja assinado e o boleto para o pagamento da taxa de associação (que varia de acordo com o faturamento da empresa, ou do profissional autônomo). Assim que o pagamento da taxa é realizado, é feita a liberação do acesso por meio de um login e senha, em que o empreendedor pode iniciar o registro dos seus produtos via internet — lembrando de escolher o tipo mais adequado de acordo com o modelo de negócios”.

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