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Malhas de Distribuição e a Multicanalidade

Toda empresa que busca expandir sua marca e seus produtos precisa conhecer o funcionamento das malhas de distribuição e a multicanalidade

 

O que seriam das cidades sem um bom sistema viário, que permite o fluxo constante de veículos em todas as direções? A resposta é simples: todos os dias enfrentaríamos o caos. Mesmo com bons projetos e investimentos bilionários, motoristas enfrentam congestionamentos nas malhas urbanas frequentemente. Por isso é necessário o planejamento constante. Com a malha de distribuição usada pelos operadores de logística não é diferente. De forma simples, podemos definir essa expressão como o conjunto de rotas e espaços físicos usados de forma intermodal (ou não), para levar o produto do fabricante até o consumidor.

Fácil? De jeito nenhum. Barato? Sem chance. Estamos falando de fornecedores de matérias primas, fábricas e lojas (físicas e on line) interligados por drones, motos, carros, caminhões, trens, aviões e navios que usam portos, aeroportos, terminais rodoviários, estações ferroviárias, centros de distribuição (estrategicamente localizados em diferentes regiões), além de suas versões menores, como as dark stores (que se tornaram uma tendência na pandemia) e os smart lockers (armários inteligentes onde o cliente faz ele mesmo a retirada do produto), além de outras alternativas.

Criar uma boa malha de distribuição é essencial na rapidez da entrega e também na redução de custos. Veja o exemplo dado pelo site logweb.com.br: “Para expressar a complexidade desse problema, vamos exemplificar uma configuração de uma cadeia logística simplificada: imagine que você deva escolher a melhor malha logística considerando que sua empresa possui 1 fornecedor no exterior, 3 alternativas de portos e 3 de aeroportos para importação da carga, 4 alternativas de CDs para desconsolidação dos lotes e apenas 1 cliente no Brasil. Essa configuração simplificada resulta em 24 rotas possíveis (4x (3+3)) para escoamento do seu produto.” Ah. E como nosso país tem dimensões continentais, com impostos diferentes em cada Estado, além da rota mais racional é preciso também avaliar o custo tributário do trajeto percorrido. Foi a questão fiscal, por exemplo, que levou a Sephora, empresa de perfumes e cosméticos, a montar um centro de distribuição na região Centro Oeste, mais precisamente no Estado de Tocantins. Se turbinarmos essa equação com vários fornecedores e clientes, estamos falando de milhões de possiblidades de envio. Cálculo que só pode ser feito com velocidade e eficiência por excelentes programas de computador, tamanha a complexidade da equação.

Por isso o investimento em centros de distribuição precisa ser bem avaliado, já que são estruturas que consomem uma razoável energia financeira. E mesmo após o aporte de recursos é preciso estar atento aos humores do mercado, que podem forçar uma revisão da malha instalada na operação logística da empresa. Simplificando, o planejamento precisa ser constante. Além das oscilações comerciais, existem algumas situações que forçam a uma nova análise de recursos e rotas, como a compra de outras empresas ou eventuais fusões, que permitem a otimização de estruturas, expansões comerciais ou uma temporária retratação, além da troca de fornecedores, a implantação de um modal mais eficiente ou ainda eventos extraordinários, como uma pandemia…

Segundo o site montello.com.br existem diversas vantagens na análise periódica da malha de distribuição. Por exemplo:

  • “Aumento do nível de serviço;
  • Redução da conta frete;
  • Diminuição dos gastos com impostos;
  • Eliminação ou abertura de plantas e CD´s (as duas opções podem ser vantajosas);
  • Minimização dos níveis de estoque;
  • Balanceamento da malha total.”

Mas essa revisão exige um certo cuidado. Avalie bem sua rede atual, organize sua base de dados (principalmente os custos), analise as alternativas possíveis e monitore os resultados da mudança (afinal, todos cometem erros).

Existe um outro fator que pode exigir adaptações na malha de distribuição. É a multicanalidade, ou seja, a capacidade da empresa em manter contato com o seu cliente através de diferentes canais, por vezes, simultaneamente. Desde 2020, com o novo coronavírus, esse contato foi intensificado, principalmente de forma virtual. Essa divulgação amplificada costuma dar resultados positivos em vendas, obrigando o comerciante a buscar a melhor estratégia possível para não decepcionar seu consumidor na hora de entregar a mercadoria.

Para se ter uma empresa multicanal o empreendedor interessando deve ficar atento a alguns detalhes. De acordo com a jornalista Mayara Azevedo, em artigo publicado pelo site ecommercebrasil.com.br, o Departamento de Marketing deve, entre outras coisas:

  • Estudar o público alvo. É preciso conhecer o cliente. Saber sua faixa etária, perfil geográfico, grupo de interesses;
  • Integrar os diferentes canais. Após a escolha dos meios de comunicação deve-se fazer a integração estratégica dos mesmos. Não se trata de um único texto em diferentes plataformas, mas de um conteúdo devidamente adaptado a cada canal.
  • Manter a identidade visual. Mesmo que sejam produtos diferentes em cada meio é necessário que o consumidor reconheça a empresa por trás da ação
  • Produzir conteúdo relevante. Sem contribuições consistentes a estratégia multicanal se torna nula.
  • E garantir a qualidade do produto ou serviço. Não basta atrair o cliente. É necessário entregar aquilo que foi prometido, da forma que foi prometido. Toda promessa quebrada gera decepção. E esse tipo de decepção dá um prejuízo considerável.

No mesmo artigo a jornalista Mayara Azevedo, que também trabalha com Marketing Corporativo, disse que a estratégia multicanal oferece seis vantagens inquestionáveis:

  • Maior presença da marca, que chega ao cliente por diferentes meios;
  • Aumento da credibilidade, pois quanto mais a marca é conhecida maior é o respeito do público;
  • Reflexo na taxa de conversão. Afinal, mensagens múltiplas aumentam a possiblidade de vendas;
  • Maior conhecimento sobre seus clientes. As ferramentas digitais permitem um mapeamento mais apurado dos hábitos de consumo do público;
  • Facilidade para receber feedback. A estratégia multicanal permite isso de três maneiras:
  • deixando um canal aberto para comunicação ativa por parte do público;
  • redirecionando clientes para formulários de coleta de opinião e afins;
  • oferecendo meios alternativos de colher feedback.
  • E, por fim, boas chances de fidelização.

Devido ao crescimento das vendas virtuais a multicanalidade foi acentuada nos últimos meses e isso sobrecarregou as malhas de distribuição das empresas. Após um ano de pandemia já houve um processo de adaptação, mas ainda há muito espaço para novos negócios com a Águia Sistemas S/A no setor de logística. Converse conosco.