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Marketplaces: Crescimento para Pequenas Empresas

Análise de critérios e verificação de políticas fazem toda a diferença

 

O marketplace nada mais é do que um shopping center virtual. Uma plataforma de e-commerce que congrega várias empresas no mesmo endereço eletrônico. E estar num shopping pode ser extremamente vantajoso, pois centros de compra atraem consumidores. A mesma lógica se aplica ao mundo on line? Sim. Trata-se de uma ferramenta útil para qualquer empresa, principalmente àquelas de micro, pequeno e médio porte, que podem obter visibilidade digital com um baixo custo inicial, já que o empresário não precisará montar o próprio site. Além disso, o investimento em marketing também será menor, pois essa tarefa ficará a cargo da plataforma. Dessa forma a empresa poderá diversificar seu público e aumentar seu lucro, dando maior vazão aos seus produtos ou serviços através do SEO (Search Engine Optimization, em português, Otimização dos Mecanismos de Busca) feito pelo shopping virtual 

     Mas não basta entrar em qualquer marketplace. É preciso verificar a reputação do endereço eletrônico, o volume de visualizações e, claro, se aquele espaço virtual combina com o seu negócio. Se o empresário vende produtos fitness, por exemplo, não pode colocar a loja numa plataforma do setor automotivo. “Então vou ter que ficar junto com meus concorrentes e empresas de ramos similares ou conectados?” A resposta é sim. É muito melhor enfrentar a concorrência do que se hospedar num marketplace pouco confiável que ninguém visita. O SEBRAE tem várias orientações sobre o assunto.  Especialistas do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa dizem que é preciso procurar uma plataforma robusta, capaz de dar poder de oferta, venda e transação financeira facilitada.

     Em artigo publicado no site Sebrae Atende, em fevereiro desse ano, os consultores da instituição deram o seguinte conselho: “A partir da escolha da plataforma, é hora de entender que, dentro do marketplace, sua marca terá direitos, obrigações, possibilidades e obstáculos. E, principalmente, que, se sua empresa não estiver organizada, bem administrada e com fluxo de caixa saudável, não há marketplace que faça isso por você. Ele é apenas uma possibilidade comercial.” 

     Levando isso em consideração, é preciso aplicar algumas estratégias, como estas que vamos mencionar agora, também sugeridas pelo SEBRAE: 

  • Pratique preços competitivos;
  • Faça promoções e descontos, criando cupons ou ofertas-relâmpago;
  • Categorize os itens de forma organizada;
  • Apresente produtos de forma clara e caprichada, com uma boa foto para cada produto;
  • Mantenha seu estoque atualizado e venda apenas o que você tem para entregar. Se um produto acabar, tire ele do site até fazer a reposição;
  • Crie diferenciais para os produtos da sua marca, pois a concorrência é inevitável;
  • Fique de olho na concorrência. Veja o que os outros estão fazendo de bom e copie o que for aplicável, aprimorando cada ideia na medida do possível;
  • Precifique bem seu produto para evitar prejuízos;
  • Atenda os clientes com atenção e rapidez. Entenda que na internet sua loja está aberta 24 horas por dia e o cliente deve ser atendido na hora que ele quiser. Ter um bom robô de vendas ou um plantão de atendimento pode ser necessário;
  • Dê condições interessantes de pagamento;
  • Dê boas condições de frete;
  • Estipule prazos realistas e interessantes de entrega de mercadorias;
  • Conquiste elogios e avaliações positivas com seus produtos e atendimento;
  • Construa uma boa reputação de vendedor, tratando bem o consumidor que entrou no seu espaço virtual;
  • Tenha em mente que o cliente pode devolver a mercadoria, por isso é preciso construir uma estratégia de logística reversa para recolher o produto e efetuar a troca ou fazer o reembolso do valor gasto pelo consumidor;
  • Capriche no pós-venda para que o cliente volte a comprar na sua loja.

     Ao seguir estes conselhos seu sucesso dentro de um marketplace será natural e orgânico. Mas é preciso entender que existem alguns riscos. Os parceiros da plataforma de e-commerce podem ficar dependente daquele endereço eletrônico. Se o site sair do ar, as marcas das empresas hospedadas ali saem junto. O consumidor pode também lembrar apenas do marketplace e não da loja em que comprou, dificultando assim a indicação da empresa a outras pessoas. Além disso, as lojas que estão naquele espaço virtual podem criar uma falsa dependência, achando que aquela é a única opção que possuem, o que não é verdade. Trata-se apenas de mais uma estratégia de vendas.  Vale lembrar que é possível estar em vários marketplaces ao mesmo tempo.

     É importante explicar ainda que essas plataformas coletivas de e-commerce são normalmente divididas em quatro tipos:

  • B2B (Business to Business) – onde empresas vendem para outras empresas;
  • B2C (Business to Consumer) – modelo tradicional, onde empresas vendem para consumidores;
  • C2C (Consumer to Consumer) – onde consumidores podem vender para outros consumidores, como acontece no Mercado Livre, que é um tipo de marketplace;
  • E Plataformas de Nicho – são marketplaces voltados para determinados segmentos, como o mercado fitness ou de enologia, por exemplo.  

     Em pesquisa realizada pela E-Commerce Brasil, Lojas Integradas (VTEX) e B2W, 52% dos micro e pequenos empresários do país demonstraram preferência pelos marketplaces como ferramenta de vendas na internet. Ou seja, essa é uma tendência em crescimento. Aliás, 30% dos consultados estão vendendo apenas pelo e-commerce. Mas eles reclamam dos impostos, das dificuldades com logística e da concorrência. 

     De acordo com o site Mercado e Consumo, “os principais produtos comercializados por meio do e-commerce, no Brasil, estão relacionados à casa e decoração (26%), seguido por moda (24%), beleza (12%) e eletrônicos/telefonia (11%). Informática e esporte/lazer empatam com 10%. Além disso, os estados que mais compram produtos pela internet são São Paulo (89%), Rio de Janeiro (75%), Minas Gerais (69%), Rio Grande do Sul (42%) e Paraná (40%).”’

     Hoje temos 41 milhões de brasileiros consumindo na internet e esse número só aumenta. Portanto, os marketplaces podem ser uma excelente opção para ficar com um pedacinho desse mercado. Nós, da Águia Sistemas S/A, podemos ajudar, principalmente quando o assunto é Intralogística. Entre em contato conosco.

 (O texto acima foi escrito com informações coletadas nos sites revistapegn.globo.com, dcomercio.com.br, moip.com.br, mercadoeconsumo.com.br, sebrae.com.br e sebraeatende.com.br.)