Central de Atendimento
42 3220-2666
Ponta Grossa – PR
11 3606-5700
São Paulo – SP

Blog

Primeira Revolução Industrial Séc. XVIII

Até o século XVII, a produção não possuía nenhum tipo de linha produtiva, diferente da metodologia atual

Imaginar um mundo sem produtos industrializados atualmente é impossível, correto? Todavia, para a história humana, essa é uma situação até mesmo que “recente”, contando que até o século XVII, a produção não possuía nenhum tipo de linha produtiva, diferente da metodologia atual. Mas a partir da Primeira Revolução Industrial, tudo mudou.

Este importante evento histórico tem como plano de fundo a Inglaterra, que ofertou naquele momento as condições ideais para tal processo. Desta forma, para melhor compreender a sociedade contemporânea e todas as mudanças e transições que esta foi exposta, precisamos olhar e analisar com grande atenção quais foram as mudanças nos campos políticos, social, econômico e cultural durante este período que convencionamos como Idade Moderna.

 

O pioneirismo Inglês

A Inglaterra tem papel fundamental dentro de todo este processo pelo seu pioneirismo no desenvolvimento Industrial. Os demais países viriam a vivenciar tal processo posteriormente. Tal pioneirismo deu-se a partir de uma junção de fatores, iniciados principalmente com as grandes transformações políticas sofridas por esse país ao longo do século XVII. Essas transformações permitiram o surgimento das condições ideais para o início do que vinha a ser Indústria moderna.

No século XVII, a Inglaterra passou por uma série de acontecimentos políticos que levaram à ascensão da burguesia como classe dominante, como a Revolução Gloriosa de 1688, por exemplo. Esse acontecimento é considerado pelos historiadores como uma revolução burguesa e determinou, obviamente, a ascensão da burguesia como classe social e política. Com isso, os burgueses puderam tomar uma série de medidas que beneficiavam os seus negócios.

Além disso, entre as mudanças ocorridas durante o século XVII, no período da República Puritana, a Inglaterra decretou os Atos de Navegação em meados de 1650. Essa lei, válida para a Inglaterra e suas colônias, determinava que todas as mercadorias de importação e exportação deveriam ser transportadas por embarcações inglesas. Essa ação permitiu a Inglaterra controlar as rotas comerciais e marítimas e possibilitou o enriquecimento da burguesia, que pôde então acumular capital.

Esse acúmulo de capital foi extremamente importante, pois foi a partir dele que a burguesia pôde investir em pesquisas para desenvolver a criação das máquinas e, assim, aperfeiçoar o processo de produção e financiar a construção das indústrias. E como a principal atividade de manufatura dos ingleses era a tecelagem, foi dos tecidos de algodão que começou o processo de mecanização.

Outra medida desse período que contribuiu diretamente para que as condições ideais de industrialização surgissem foram as Leis dos Cercamentos. Essas leis fizeram com que uma grande massa de camponeses fosse expulsa ou recebesse um valor irrisório por essas terras. Essa vasta quantidade de camponeses, sem meios de sobrevivência, foi obrigada a ir para as cidades. Portanto, como consequência desses cercamentos, houve grande disponibilidade de mão de obra urbana, o que foi essencial para o desenvolvimento das indústrias.

Por outro lado, além de toda esta mão de obra disponível, houve também uma melhoria nas condições de higiene e alimentação, o que fez com que a população, de forma geral, se tornasse mais saudável, causando uma baixa nas taxas de mortalidade.
Além de todas estas mudanças nos âmbitos socioeconômicos, os ingleses possuíam também grandes reservas de carvão e minério de ferro. O primeiro sendo utilizado como fonte de energia, neste caso, para geração de vapor e já o minério de ferro para o desenvolvimento do maquinário, estradas de ferro, navios e etc.

Portanto tendo as condições e fatores necessários para tal transformação, a Inglaterra se tornou a pioneira neste processo de Industrialização que posteriormente se espalhou pelo mundo todo, possibilitando novas formas de produção e estabelecendo uma nova relação da sociedade e o meio em que vive.