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Conceitos de Armazenagem

Conceitos e princípios básicos que precisam ser considerados e operacionalizados

     

Durante muito tempo o conceito de Armazenagem foi confundido com o de Estocagem. Confusão parecida ocorria entre as expressões Logística e Transporte de Cargas. Graças aos  trabalhos acadêmicos de Administração, bem como à divulgação de serviços e produtos feita em sites empresariais, a linguagem técnica da área tem sido melhor compreendido pelo público leigo. Porém, para evitar falhas de interpretação, vamos retomar rapidamente essa polêmica. Logística é uma área vasta que, segundo o Council of Logistics Management, pode ser definida como a “gestão da cadeia de suprimentos que planeja, implementa e controla o fluxo e armazenamento de produtos, serviços e as informações relacionadas, desde o ponto de origem até ponto de consumo, de modo a atender às necessidades dos consumidores, de forma eficiente e eficaz”. Notem que nesse contexto a movimentação de cargas e toda a infraestrutura necessária para que ela ocorra é uma apenas uma parte do processo.

     O mesmo ocorre com a Armazenagem (um dos componentes da Logística) em relação à Estocagem. De acordo com Reinaldo Moura, Armazenagem é a denominação genérica e ampla que compreende todas as atividades realizadas dentro de um ponto (armazéns, depósitos ou centros de distribuição) destinado à guarda temporária, movimentação interna e à distribuição de materiais dos mais diferentes tipos. Já a Estocagem é apenas uma das etapas do fluxo de Armazenagem. Para ser mais específico, aquela em que os produtos são guardados provisoriamente de forma estática. 

     Feita esta diferenciação, vamos continuar.  Para Fernando Arbache a armazenagem possui quatro atividades básicas: recebimento de mercadorias, estocagem, administração de pedidos e expedição de produtos (acabados ou não). Já outro autor da área de Administração e Logística, José Luis Fernández Casadevante Y Mújica, lembra que o processo de armazenagem deve ser racional para evitar prejuízos e gerar lucro. Por isso o empreendedor deve avaliar os seguintes aspectos: 

  • “Quantidade: a suficiente para a produção planejada;
  • Qualidade: a recomendada ou pré-definida como conveniente no momento da sua utilização;
  • Oportunidade: a disponibilidade no local e momento desejado;
  • Preço: o mais econômico possível dentro dos parâmetros mencionados

     Levando em consideração a otimização de resultados (afinal, por isso existem estudos em Logística), na hora de definir uma estrutura de armazenagem com o seu devido fluxo de procedimentos é preciso ficar atento a alguns princípios, mencionados no blog Logística e o Mundo:

  • “PLANEJAMENTO : o planejamento é fundamental para a correta armazenagem, o que subentende a avaliação da área que será utilizada para os itens a serem guardados, as condições físicas e técnicas para o projeto e o respeito às particularidades de segurança e manuseio exigidos por lei.
  • FLEXIBILIDADE OPERACIONAL: a flexibilidade operacional exige que a armazenagem esteja em acordo com a atividade da empresa, permitindo que tenha a capacidade de se adaptar aos itens armazenados, ou seja, o armazém deve estar adequado para as operações que irá suportar, armazenando o maior número possível de cargas, permitindo o acesso às máquinas para movimentação e dos funcionários em seu interior.
  • SIMPLIFICAÇÃO DO FLUXO DE ARMAZENAGEM: o fluxo da carga armazenada deve funcionar de maneira simples e prática, possibilitando aumentar a produtividade, com o máximo de agilidade.
  • OTIMIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO: a otimização do espaço físico é uma necessidade básica para tornar a armazenagem o mais eficiente possível, permitindo funcionar com todo o seu potencial utilizando o menor consumo de energia e de custos.
  • INTEGRAÇÃO DA ARMAZENAGEM COM A EMPRESA: a integração do sistema de armazenagem deve obedecer às necessidades da empresa, obedecendo a uma ordem pré-estabelecida.
    • VERTICALIZAÇÃO: a verticalização na armazenagem permite utilizar estruturas que utilizam de forma adequada tanto a altura quanto a área do armazém.” É o caso de uma unidade autoportante, por exemplo.
    • “AUTOMAÇÃO: a automação na armazenagem possibilita melhor relação custo-benefício, inclusive com menor custo operacional e menor tempo de retorno nos valores investidos.” Isso inclui uma série de elementos, como robôs, transelevadores, transportadores e outros mecanismos, todos devidamente gerenciados por um software WMS (Warehouse Management System).
  • “CONTROLE: o controle na armazenagem deve ser feito através de indicadores (Key Performance Indicators ou KPIs) para verificar se os métodos aplicados estão sendo eficazes ou não. O armazém deve ser gerenciado com controle sistemático de todos os processos, com registros de recebimento, controle de inventário físico, tempo de armazenamento da carga e tempo de entrega.
  • SEGURANÇA: a área de armazenagem deve ser dotada de sistemas que possam garantir a segurança tanto das cargas quanto equipamentos e dos trabalhadores, que devem ter condições físicas e psicológicas para suas atividades.
  • CUSTOS: todos os princípios aplicados na armazenagem devem levar em consideração os custos para o armazenamento das cargas, garantindo maior produtividade e maior lucratividade para a empresa.”

     Mas a Armazenagem apresenta alguma desvantagem? Bem, existem alguns obstáculos, que precisam ser superados. Para Herbert Krippendorff unidades de armazenagem exigem uma grande energia financeira, devido ao investimento inicial em infraestrutura, tanto predial quanto em maquinário, e depois com a manutenção do espaço. Ela requer também uma estrutura administrativa e de funcionários operacionais, além de uma atenção especial aos prazos de validade das mercadorias. Mas as vantagens superam tais desafios.

     Voltando a citar Casadevante, a armazenagem bem planejada é versátil e se adapta às necessidades da empresa. Permite uma grande redução de perdas, bem como nos custos de movimentação. Com o devido apoio da tecnologia garante ainda segurança aos trabalhadores, aumento de produtividade, satisfação dos clientes e crescimento nos lucros. Ou seja, os investimentos feitos retornam na forma de ganhos reais. 

     Os especialistas em Logística costumam dividir a Armazenagem em duas classificações diferentes. Uma delas usa o tempo de permanência da carga e o espaço onde ela se encontra como referências: Temporária, Permanente, Interior ou Exterior. A outra usa a propriedade da instalação como ponto de partida. Nesse último caso temos a Armazenagem Própria, Terceirizada ou Contratada (onde apenas o espaço é alugado, mas a mão de obra pertence a empresa). 

          Nós, da Águia Sistemas S/A, podemos colaborar nesse processo. Temos condições de ajudar sua empresa no que há de mais moderno em termos de Intralogística. Entre em contato conosco.

(O texto acima foi escrito usando informações dos sites logisticaeomundo.wordpress.com, marshipping.com.br, maxtonlogistica.com.br, revistamundologistica.com.br, diavanti.com.br e anpad.orb.br)

 

Vídeo  – Giga Atacado


Sistema de Armazenagem Porta Pallets