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Custos logísticos: o preço de mover, guardar e entregar

Imagem mostra sistema automatizado de esteiras em centro de distribuição, destacando tecnologia na movimentação de caixas. Representa investimentos em eficiência e redução de custos logísticos na operação de armazéns modernos.

Os custos logísticos escapam por todos os lados por aí?

São fretes que sobem do nada, estoque parado que ocupa espaço, retrabalhos que viram rotina e uma operação que custa mais do que deveria?

Se você vive isso sabe que pequenas falhas geram grandes gastos rápido.

Por isso, este texto mostra, de forma simples e direta, como entender, calcular e reduzir esses custos no dia a dia.

O que são custos logísticos

Custos logísticos são todas as despesas para movimentar e armazenar um produto, da fábrica até as mãos do cliente. 

É um universo que vai muito além do frete e inclui estoque, armazenagem e mão de obra. 

Segundo o ILOS, em 2023 esses custos representaram 18,4% do PIB do Brasil, o maior índice já registrado.

Um exemplo comum de custos logísticos é o frete de distribuição, que muda conforme distância, peso e condições de entrega.

Classificação dos custos logísticos

Para domar esse gigante, o primeiro passo é conhecer suas partes. 

Por isso, vamos destrinchar os principais custos logísticos que impactam o dia a dia de um armazém, do transporte até os prejuízos com avarias. 

Entender cada um é essencial para identificar onde começar a economizar.

 Infográfico colorido apresenta seis categorias de custos logísticos: transporte, armazenagem, manuseio, estoque, perdas e danos. Ideal para entender os principais custos logísticos na gestão eficiente da cadeia de suprimentos.

Custos de transporte

Aqui entram combustível, frete, rotas, manutenção da frota e até a terceirização do transporte. 

É o custo que mais pesa no bolso das empresas e também o mais sensível às oscilações do mercado. 

Um exemplo claro é o aumento do diesel, que eleva instantaneamente o custo por entrega e reduz a margem de lucro se não houver negociação ou planejamento de rotas.

Custos de armazenagem

A armazenagem envolve tudo que mantém o produto seguro dentro do armazém: 

  • espaço físico;
  • energia;
  • seguro;
  • infraestrutura;
  • serviços de conservação. 

Esses custos variam conforme o tamanho da operação e o tipo de produto. 

E aqui, mercadorias sensíveis, como medicamentos ou alimentos, tendem a exigir climatização e cuidados extras, o que eleva o valor investido por metro quadrado.

Custos de manuseio

O manuseio inclui mão de obra, movimentação interna e equipamentos de automação de armazém, como esteiras automatizadas e sorters.

Quanto mais etapas um produto percorre dentro do armazém, maior o custo. 

Um exemplo prático é a necessidade de retrabalhos quando a separação é feita de forma manual, o que aumenta o tempo de picking e o custo operacional.

Custos de estoque

O estoque carrega custos invisíveis, mas pesados: 

  • capital parado;
  • giro lento;
  • obsolescência;
  • produtos que vencem antes de serem vendidos. 

Se a empresa compra mais do que precisa, o dinheiro fica preso nas prateleiras. 

Se compra menos, corre risco de ruptura. 

Portanto, encontrar esse equilíbrio é fundamental para manter a operação saudável.

Custos de perdas e danos

Aqui entram quebras, extravios, falhas no processo e devoluções.

Quanto mais etapas e mais contato com itens, maior o risco de perda. 

Um exemplo comum é a avaria de produtos durante a carga e descarga, causada por empilhadeiras mal posicionadas ou embalagens inadequadas.

Esses são custos que somem rápido no final do mês.

Como a automação e integração de sistemas reduzem custos

A automação intralogística é uma das formas mais eficazes de reduzir custos logísticos. 

Isso porque a tecnologia aumenta a precisão, diminui retrabalhos, elimina erros e reduz tempos de ciclo. 

Neste cenário, sistemas como WMS, TMS, controle de estoque e sistemas de picking inteligente conectam todas as áreas da operação, o que garante que as informações fluam sem falhas. 

Quando os setores conversam entre si, fica mais fácil evitar gargalos, prever demandas e agir rápido. 

Na prática, isso se traduz diretamente em economia, produtividade e mais eficiência no armazém.

No vídeo abaixo, visualize como automações melhoram processos com soluções para e-commerce:

Exemplos práticos de redução de custos via otimização

Teoria é boa, mas prática é melhor. Confira algumas ações tangíveis para implementar no seu armazém e enxugar os custos logísticos e ver o resultado no seu caixa. 

São mudanças que geram eficiência de forma rápida e mensurável.

Otimização do layout de armazém

Reorganizar fisicamente o armazém é um game changer.

Ao posicionar os produtos de alta rotatividade mais perto da área de expedição, você reduz drasticamente o tempo de deslocamento da equipe. 

Isso resulta em mais pedidos separados por hora, menos cansaço dos operadores e um uso muito mais inteligente do espaço disponível, o que adia a necessidade de expandir para um galpão maior.

Uso de sorter, etiquetagem inteligente e picking por voz

Tecnologias como o picking por voz orientam o operador por áudio, logo, liberam suas mãos e eliminam a necessidade de olhar para papéis. 

O sorter automatiza a classificação de encomendas, e a etiquetagem inteligente evita erros de endereçamento. 

Juntas, elas aceleram o processo e reduzem avarias e extravios. 

Padronização de processos

Criar um método único e claro para cada tarefa (do recebimento à expedição) é a base da eficiência. 

Com processos padronizados, qualquer pessoa da equipe consegue executar a atividade com a mesma qualidade e velocidade.

Isso reduz a curva de aprendizado, facilita a supervisão e elimina o “jeitinho” de cada um, que é uma grande fonte de retrabalho e inconsistências. 

Redução de tempos de ciclo e aumento de produtividade

Medir e atacar os tempos de ciclo (como o tempo médio para separar um pedido) revela gargalos escondidos. 

Afinal, ao reduzir esses tempos, você consegue processar um volume maior de pedidos com a mesma equipe e estrutura, algo que aumenta a produtividade sem aumentar os custos. 

É uma melhoria queimpacta diretamente a capacidade de crescimento e a margem de lucro da operação.

Indicadores e métricas para monitorar os custos logísticos

Para controlar custos, é essencial acompanhar os indicadores certos. Abaixo estão as métricas mais relevantes e como interpretá-las no dia a dia do armazém:

  • custo por pedido: soma todos os custos logísticos e divide pelo número de pedidos processados;
  • custo por km rodado: acompanha a eficiência do transporte; um aumento repentino indica problemas na frota, rotas ruins ou alto preço do combustível;
  • giro de estoque: mostra quantas vezes seu estoque foi renovado em um período; um giro baixo significa capital parado por muito tempo, um alerta vermelho;
  • taxa de ocupação do armazém: mostra quanto do seu espaço útil está sendo usado; uma taxa muito baixa indica desperdício; muito alta indica superlotação e perda de eficiência;
  • taxa de perdas e devoluções: monitora a qualidade do processo; um aumento nessa taxa sinaliza problemas crônicos no manuseio, armazenagem ou controle de qualidade.

Perguntas frequentes

1. O que mais encarece os custos logísticos nas empresas brasileiras?

O transporte é o principal responsável, principalmente por causa do diesel, pedágios e longas distâncias. Além disso, armazenagem, estoque parado e manuseio ineficiente também pesam bastante no orçamento mensal.

2. Por que o custo logístico no Brasil é tão alto?

Infraestrutura limitada, dependência do modal rodoviário e distâncias grandes elevam o valor do transporte. Também há complexidade tributária, custos trabalhistas e dificuldades operacionais que aumentam o preço final.

3. Como pequenas empresas podem reduzir custos logísticos?

Há a chance de negociar fretes, usar bons sistemas de controle, ajustar estoque conforme a demanda e melhorar o layout do espaço. Pequenas mudanças já reduzem desperdícios e geram mais previsibilidade.

4. O investimento em automação vale a pena?

Sim. Mesmo com custo inicial, automação reduz erros, aumenta a produtividade, gera rastreabilidade e melhora o fluxo operacional. O retorno costuma vir rapidamente pela redução de retrabalhos e horas gastas.

5. Qual é o impacto do estoque parado nos custos?

Estoque parado consome capital, aumenta risco de vencimento e ocupa espaço valioso no armazém. Isso afeta diretamente a saúde financeira e reduz o fluxo de caixa da empresa.

6. Como medir se o frete está sendo bem aproveitado?

A melhor forma é usar indicadores como custo por km rodado, ocupação do veículo, taxa de devoluções e pontualidade. Esses dados mostram se o investimento traz retorno.

Conclusão

Ao longo deste texto, você viu que dominar os custos logísticos vai muito além de negociar fretes. 

Significa atacar ineficiências no estoque, no layout do armazém e nos processos de manuseio, tudo para transformar cada etapa em uma oportunidade de economia. 

A tecnologia, como a automação e a integração de sistemas de armazenagem, é a alavanca para tornar essa eficiência realidade, pois reduz erros, retrabalhos e desperdícios de forma mensurável.

É nesse contexto que a Águia Sistemas se destaca. 

Com atuação no Brasil e na América, a gente projeta e implementa soluções completas de armazenagem e movimentação, assim, unimos automação, robotização e software para otimizar espaços e processos. 

Por aqui, transformamos a teoria da eficiência em resultados reais de alta performance.

Quer levar essa eficiência para sua operação?

Converse com o time da Águia e descubra como um projeto sob medida é capaz de reduzir seus custos logísticos de forma definitiva.

Leia também: Veja como implementar automação em armazéns e dar um upgrade na sua intralogística