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O AGV na Logística

Podemos sim, definir o AGV como um robô portátil que leva e traz mercadorias dentro de um armazém

 

Automatic Guided Vehicle ou, em português, Veículos Guiados Automaticamente. Esse é o significado da sigla AGV. Mas, porque eles são importantes para o setor de Logística? Essa pergunta será respondida nas próximas linhas. Quando falamos de veículos andando por aí sem um condutor pensamos imediatamente em robôs e filmes de ficção científica. E tal percepção futurista é perfeitamente compreensível. Mas, cá entre nós, já faz algum tempo que a ficção invadiu a realidade. Segundo os pesquisadores, Chang Wan Kim e J.M.A. Tanchoco “o AGV consiste em um veículo elétrico programado e guiado por trilhos, sensores ópticos, rádio frequência ou a laser. Oferece segurança e velocidade em operações ininterruptas, podendo transportar caixas ou pallets. Além disso, favorece as condições ambientais e acústicas da fábrica (sem ruídos)”. Essa definição é 1999. Aliás, os AGVs existem desde a década de 1950, quando a empresa norte-americana Barrett Electronics criou um rebocador que seguia um fio no chão ao invés de um trilho. 

     Hoje podemos sim, definir o AGV como um robô portátil que leva e traz mercadorias dentro de um armazém usando diferentes tecnologias para se guiar no espaço interno. E é justamente a categoria de tecnologia que determina a classificação desses veículos autônomos, conforme podemos conferir no artigo “AGV para redução de defeitos de fabricação na indústria moveleira”, escrito por Vinícius Barcos Galli e publicado em 2019:

  • “Sistema filoguiado: método de navegação de trajetória fixa amplamente empregado nas indústrias. Consiste em traçar uma rota e fazer um corte no piso, onde são instalados condutores elétricos embutidos. O mecanismo de funcionamento é pelo cabo que cria um campo magnético devido à corrente elétrica que o atravessa, sendo detectado por uma antena colocada no AGV. É um sistema não flexível por não permitir a fácil alteração de rotas, porém, amplamente empregado pela sua simplicidade e robustez (SANTOS, 2013).
  • Sistema de faixas: método de navegação de trajetória fixa, consiste na colocação de fitas magnéticas no piso, coladas ou pintadas. O mecanismo de funcionamento é semelhante ao sistema filoguiado, porém, ao invés de cabos elétricos utiliza faixas magnéticas e sensores apropriados. A principal vantagem é a flexibilidade na modificação das rotas, porém, em contrapartida, a fita pode ser danificada ou desgastada na movimentação de pessoas e objetos sobre ela. O sistema é recomendado para AGVs de baixo custo e pequenas dimensões (SANTOS, 2013).
  • Sistema óptico: método de navegação de trajetória fixa, consiste na colocação de faixas marcadas por pintura ou adesivas. O mecanismo de funcionamento é por sensores ópticos que detectam as faixas e calculam desvios de trajetória. É um sistema flexível por permitir a fácil modificação de rotas. Alguns sistemas utilizam luz ultravioleta (UV) embaixo do veículo para iluminar faixas que podem não ser visíveis em luz natural. Podem ser transmitidas imagens de vídeo em tempo real para um monitor, ou realizar leitura de código de barras fixos no chão para identificar estações de trabalho ou trocas de trajetória. A aplicação do sistema em ambientes industriais pode ser dificultada pela necessidade de limpeza e reaplicação das faixas (CRANE TECH SOLUTIONS, 2019).
  • Sistema de triangulação laser: método de navegação de trajetória dinâmica, consiste no posicionamento de postes ou faróis refletores em colunas, paredes ou locais altos de fácil acesso ao laser utilizado pelos AGVs, que executa um varrimento rotativo à procura dos refletores, pontos de referência para a localização dos veículos autônomos. A detecção de 3 pontos de referência fornece a localização dos AGVs por triangulação, baseando-se em algoritmos de controle. Portanto, é necessário um bom planejamento da disposição dos refletores. O sistema não requer nenhuma modificação no piso da fábrica. É um método flexível, confiável, seguro e preciso (SANTOS, 2013).
  • Sistema de marcadores: método de navegação de trajetória dinâmica, consiste na marcação do chão da fábrica com pequenos discos magnéticos espaçados entre si. O mecanismo de funcionamento baseia-se no armazenamento das coordenadas dos discos em uma base de dados do AGV e, ao serem detectados por sensores, determina-se a posição do veículo. Caso ocorra algum desvio na trajetória idealizada por acumulação de erros, o AGV não irá encontrar o próximo marcador e ficará perdido, por isso, esse sistema é normalmente empregado com um giroscópio. É um modelo bastante flexível e permite que as rotas sejam alteradas facilmente (SANTOS, 2013).
  • Sistema natural: método de navegação de trajetória dinâmica, utiliza o ambiente existente para a locomoção, sem a necessidade de modificar o ambiente produtivo, facilitando a integração aos processos existentes e apresentando um curto tempo de implementação. A principal tecnologia empregada é o sensor LiDAR (Light Detection And Ranging) (LYDON, 2018). Para a implementação, é primeiramente realizado o mapeamento do local de operação por scanners a laser, onde o robô recebe os dados e transcreve para um mapa 2D, utilizando como base elementos de referência. O mapa de referência é integrado na memória do robô com as rotas. A operação é feita através da emissão em tempo real de feixes lasers pelo scanner em 360° do ambiente que está inserido, correlaciona com o mapa de referência e calcula sua posição, movendo-se de forma autônoma (BYLON, 2016).”

     No setor de Logística os AGVs são usados geralmente de quatro formas: 

    1. na função de reboque (Tow Vehicle), quando o AGV puxa um ou mais trens de carga;
    2. na função de carga única (Unit Load), quando o veículo carrega cargas individuais em cima de sua base;
    3. na função de cargas em pallets (Pallet Trucks), quando o AGV lembra muito uma empilhadeira, tendo o mecanismo de alcance vertical em prateleiras;
    4. e na função de cargas customizadas, quando o veículo autônomo é adaptado para uma carga específica. 

     Estes equipamentos podem facilmente ser adaptados ao WMS (Warehouse Management System) do armazém e apesar do elevado custo de implantação o investimento costuma dar retorno em pouco tempo, devido ao grande número de vantagens que o Automatic Guided Vehicle apresenta. Veja agora algumas delas:

  • Velocidade e precisão das operações: a mecânica e a ciência da computação, juntas, reduzem erros. A falha humana e as imprecisões são evitados.
  • Controle de custos: estes equipamentos robóticos têm uma vida útil bem longa, com uma manutenção previsível e sujeita a poucas mudanças do ponto de vista financeiro. Além disso, há redução de custos com pessoal. 
  • Aumento da produtividade: o AGV pode operar 24 horas, agilizando os processos de armazenamento e logística, garantindo sempre embarques pontuais.
  • Flexibilidade: o caminho de um AGV pode ser alterado conforme as necessidades de produção e manuseio. 
  • Menos restrições: os veículos autônomos exigem menos espaço do que empilhadeiras convencionais, permitindo corredores mais estreitos. 
  • Segurança: os trabalhadores do depósito podem evitar manobras e operações potencialmente perigosas, interagindo com as máquinas através de computadores.

     Por tudo isso o veículo guiado automaticamente tem feito muito sucesso na Logística, acelerando processos com segurança e exatidão. Tudo o que o mundo passou a exigir com o avanço da tecnologia da informação e o crescimento das vendas on-line, tão comuns durante esta pandemia. Trata-se de um recurso que melhora o desempenho de todas as organizações que lidam com movimentação de cargas, seja na Intralogística ou nas estradas.

     Sim, nas estradas. Já há empresas com caminhões que podem ser autoguiados ou guiados a distância, principalmente na Europa, onde há falta de caminhoneiros. A Mercedes-Benz, por exemplo, começou, em 2015, a fazer testes com o modelo Actros nas rodovias da Alemanha. Tesla, GM, Ford e Honda estão prestes a revelar seus projetos nesta área. Lógico, isso só será possível se as estradas também estiverem preparadas para veículos autônomos. O parlamento europeu quer que as rodovias dos países do bloco estejam prontas para o nível mais elevado de automação (sem a presença humana na condução de veículos) até 2030. O custo das viagens pode cair em até 33% e o número de acidentes em 70%, segundo o site bloglogistica.com.br. 

     Nós, da Águia Sistemas, podemos colaborar em uma parte fundamental deste processo. Temos condições de ajudar sua empresa no que há de mais moderno em Intralogística. Mantenha-se em contato conosco.

(O texto acima foi escrito com informações dos sites revistamundologistica.com.br,  bloglogistica.com.br, linkedin.com, sinova.com.br, delage.com.br, ecommercebrasil.com.br, prodaditivos.com.br, amsbrasil.com.br e maxtonlogistica.com.br)