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Indústria e consumo na era da Sociedade 5.0

A transformação que vivemos hoje ganhou até um nome especial: Sociedade 5.0

 

Era uma vez a roda sim, a roda. Pra gente, é algo tão simples, seu uso é tão óbvio, que parece que ela sempre existiu. Só que não. Foi preciso que nossos tatatatata(…)ravós imaginassem que a vida seria muito mais simples se eles utilizassem aquele objeto circular pra movimentar seus pertences em vez de arrastar tudo por aí. A tecnologia a serviço do nosso bem-estar. Era assim na antiguidade, continua sendo na era digital, mas numa escala muito maior.

A transformação que vivemos hoje ganhou até um nome especial: Sociedade 5.0, termo que define como um conjunto de ferramentas digitais – como Big Data, Inteligência Artificial e Internet das Coisas vai moldar a organização social num futuro próximo, pra tornar a nossa rotina o mais confortável possível. O conceito surgiu no Japão e não é à toa: o país é berço de boa parte dessas tecnologias, então, é natural que esse tipo de preocupação começasse por lá.

Neste post, a gente vai debater como as mudanças da indústria 4.0 no segmento da logística devem transformar a maneira como a Sociedade 5.0 consome mercadorias. Uma coisa leva à outra e, no final, o mundo vai ser completamente diferente!

 

Foto: Pixabay/Creative Commons

 

Internet das Coisas

A Sociedade 4.0 que, historicamente, é onde ainda estamos foi marcada pela informática e pelo surgimento da internet, em 1969. Depois de alguns anos, lá na década de 1990, bastava um computador, uma linha telefônica e pronto: você estava conectado com o mundo inteiro! E aí, passado mais um tempinho, veio o smartphone. Era o sinal dos tempos: a conexão deixava de ser fixa. Em casa ou na padaria, você estava ligado à internet. Do fixo pro móvel, do móvel pra tudo. A nova fronteira que começa a ser desbravada é a Internet das Coisas (IoT, da sigla em inglês), em que praticamente todo dispositivo que você tem contato passa a estar conectado. A geladeira, o carro e, é claro, tudo o que faz parte da cadeia logística, inclusive a própria mercadoria.

A IoT permite que as frotas sejam totalmente rastreadas e a informação gerada em tempo real, no meio do caminho. Assim, é possível fazer uma análise mais ampla de clima, tráfego e outros fatores que interferem no tempo gasto entre o armazém e o destino da carga. Como o próprio produto também vai estar conectado, o cliente terá uma estimativa muito mais precisa da data e horário da entrega. Se, hoje, você tem que ficar calculando o tempo com base em informações muitas vezes desatualizadas, no futuro o rastreamento será cirúrgico.

 

Foto: Pixabay/Creative Commons

 

Big Data

Você percebeu que a gente falou em informação, né?! É a matéria-prima do Big Data, um banco de dados sem fim, capaz de reunir grandes volumes de informações sobre praticamente tudo! É a partir dele que os gestores terão um leque de opções como nunca tiveram no momento da tomada de decisões, seja pra controlar o fluxo de mercadorias no estoque (reduzindo o tempo de espera pra que um produto saia do depósito), criar novos centros de armazenagem e distribuição, ou escolher as melhores rotas de acordo com as informações coletadas em viagens anteriores. Isso sem contar a redução no custo final! É a logística mais ágil e mais barata: tem como ser melhor?

 

Inteligência artificial

Pra quem gosta de ficção científica, é um prato-cheio. Mas, antes de pensar em robôs que se tornam mais inteligentes que o homem e dominam o mundo, é preciso deixar claro que, no conceito de Sociedade 5.0, as máquinas estão aqui pra ajudar!

Num primeiro momento, a Inteligência Artificial (IA) se relaciona de forma muito estreita com o Big Data. É que pra nós, humanos, é impossível lidar com essa quantidade gigantesca de dados, que vão se acumulando a cada segundo. É pra isso que nós inventamos os algoritmos, que são capazes de identificar padrões detalhados de consumo, facilitando o controle e reposição do estoque fixo e também de estoques sazonais, que têm picos de demanda dependendo do período considerado.

 

Foto: Pexels/Tara Winstead

 

Essa capacidade de analisar padrões também tem aplicação direta no caso dos funcionários dos depósitos. Cada vez mais, tarefas pesadas e repetitivas vão poder ser executadas por robôs inteligentes, inclusive com certo grau de tomada de decisões. Somando tudo, a gente tem menos produto parado numa linha de produção que funciona por mais tempo.

Por falar em autonomia, veículos que trafegam sozinhos estão a cada dia mais perto de ganharem ruas e estradas por aí! É claro que ainda estamos numa fase de transição, porém, a tendência é de que eles sejam muito mais seguros, sobretudo em rodovias, além do tempo de entrega pro consumidor final, que deve cair e muito.

Resumindo: é possível que a gente esteja diante de uma das maiores transformações no modo como a sociedade se articula. E aí, será que daqui a alguns milhares de anos, nossos “tatatatata(…)ranetos vão pensar na era digital como a roda do século 21?

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